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Jan 14

 Mais um ano, mais um mês e tudo igual.

A luta continua, a esperança chega e vai aos soluços.

O mês começou como no ano passado com esperança.

Coisas que acontecem que não sei qual a explicação, mas que acontecem.

O ano passado o meu ciclo menstrual teve a duração de 40 dias o que, irremediavelmente, desencadeou, automaticamente, a esperança. Passados 10 dias de atraso faço o teste e após o resultado negativo, que diga-se, atingiu o meu coração como uma seta, de tal forma que prometi a mim mesma só voltar a fazer novamente quando tivesse um atraso bastante considerável, pois não quero sentir o que senti naquele dia.

Este mês a história repetiu-se. Diz-se que tem tendência a repetir-se sempre. No entanto, desta vez como tomei Gonal já sabia que o atraso podia surgir. Assim, 10 dias depois o sonho continuava, sem testes feitos, claro, até hoje de manhã.

A ideia de não ter que passar por todo o processo de ligar para o hospital, saber se há vaga etc etc etc enchia-me de alegria. Mas parece que vou ter que voltar à carga. E recarregar? É difícil, mesmo quando é uma coisa que se quer desmesuradamente, custa muito...

Tudo o que não depende só e apenas de nós é complicado gerir, ainda para mais quando se depende de um sistema público esgotado, a rebentar e completamente desumanizado a nível procedimental. As pessoas, sempre as pessoas para o bem e para o mal ainda o vão safando de quando em vez, mas as vítimas dele, essas continuam ao sabor de uma vaga, da sorte de ter uma vaga, um médico disponível e até um embriologista que permita efetuar o tratamento. Já conto com 3 meses de adiamento. 3 meses que podia ter tentado não fosse o maldito (salvo seja) embriologista ter-se cortado. Como um colega meu diz muitas vezes, são "malhas que o império tece".

publicado por resgates dificeis às 11:51

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